AQUI, NO NOSSO BALNEÁRIO SURREAL, COM SUA PERMISSIVIDADE PROVINCIANA, TUDO É POSSÍVEL E AINDA ESTÁ POR SER FEITO.
Se existe uma coisa que tem me trazido aborrecimentos e dividendos que vão além dos olhares enviesados, é essa minha mania de ter interesse pelas coisas erradas. E não tem jeito; tal anomalia fica mais evidente à medida que o tempo passa e vou ficando com a sensação de discernimento mais apurada. Para cair na minha rede não precisa, necessariamente, que a coisa no todo seja errada, basta que a forma como é feita denuncie o erro. Pronto. Já será o suficiente para me incomodar. E antes que tentem descontextualizar minha argumentação, digo logo que os meus próprios atos também estão sob o crivo dessa ótica. Não sou daqueles para quem os fins justificam todos os meios. Aliás, nesse caso, seria bem mais cômodo ficar quieto e assumir um comportamento de avestruz. Afinal, sou um dos selecionados à atual edição do Projeto MISA Acústico. E que fique bem claro: o erro, em questão, não está no projeto em si. Ele, o erro, foi estabelecido através da utilização do MISA Acústico como veículo para o absurdo.
Pois bem, tendo como justificativa a arrecadação para um pretenso Fundo de Cultura que sequer foi criado, portanto, não existe na forma da lei {de acordo com o site do Ministério da Cultura}, a Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas resolveu cobrar ingressos nos shows do Projeto MISA Acústico. Então, a primeira e absolutamente pertinente pergunta a ser feita é: como pode ser arrecadado algo em nome de algo que não existe?
O músico, compositor, pesquisador e arte-educador Naldinho apresenta
para o público de Cabo Verde – África, na primeira semana de Setembro,
o show Raízes: Traços Contemporâneos. As apresentações musicais fazem
parte do Intercâmbio Cultural entre o Estado de Alagoas – Brasil e Cabo
Verde – África, articulado por Naldinho e Mario Lucio (músico
Caboverdiano).
A iniciativa irá possibilitar a abertura do mercado internacional aos
músicos locais e tem como Parceiros o Governo do Estado de Alagoas,
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, Embaixada do Brasil em Cabo
Verde e a Escola PapaLetras Maceió-AL.
Cabo Verde respira a música alagoana na mesma semana em que será
inaugurado o Centro de Estudos Brasileiros (CEB). Segundo a embaixadora
do Brasil em Cabo Verde, Dr. Maria Dulce Silva, o espaço pretende ser
um novo dinamizador das relações culturais entre os dois países.
Matéria da Gazeta de Alagoas sobre a abertura do evento Aldeia
Sesc Guerreiros de Alagoas com a participação do Grupo Percussivo Baque
Alagoano no dia 15 de agosto de 2008.